In Eduarda Graciano livros resenha

Psicose, Robert Bloch.


"Psicose, de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em 'Psicose', Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror." Psycho  240 Páginas – DarkSide Books – Robert Bloch – Ano 2013 (Originalmente em 1959).

                     
                                                      
     
                                                                 


  Mary Crane está chegando aos 30 anos e tudo o que ela mais quer é que o noivo Sam Loomis quite suas dívidas para que eles possam enfim ser felizes para sempre na pacata cidade de Fairville, onde ele mora.

 A oportunidade se mostra, tentadora, na forma dos quarenta mil dólares que ela precisa depositar no banco a pedido do chefe. Num lapso de loucura, Mary pega o dinheiro e foge para encontrar o noivo.

 No caminho, após dezoito horas dirigindo, ela se perde devido ao cansaço e é obrigada a fazer uma parada no pequeno Motel Bates, bem menos estranho e assustador do que seu contido gerente, Norman Bates. 

 " - Você não pode fumar. Você não pode beber. Não pode sair com garotas. O que faz além de dirigir o motel e cuidar de sua mãe?"



  
  Norman gerencia o motel e mora numa casa atrás dele com sua doente mãe. O autor nos dá vislumbres de lembranças dele e das conversas entre os dois; de cara notamos o quão autoritária e repressora a decrépita senhora é. Norman se sente sufocado!

  A Mãe (sempre em maiúsculo) aparentemente tem muita influência no comportamento do filho e a pobre Mary Crane conhecerá de perto a cólera de uma mãe que não quer outra mulher na vida de seu "garotinho". Tão de perto quanto ela e seus milhares de dólares conhecerão o fundo do pântano próximo ao motel...


  Espero que não se importem de eu revelar isso, já que esse livro tem quase 60 anos e, creio eu, todo mundo viu o filme, né? Bom, a Mary realmente mal passa da página 50 e a história segue acompanhando sua irmã, seu noivo e o detetive Arbogast - contratado pela agência onde ela trabalhava - procurando por pistas da moça.


 Lila, a irmã, é quem está mais determinada e impaciente para encontrá-la, pois tem certeza que ela está em perigo. Sam também está preocupado e tentando não demonstrar para tranquilizar a cunhada, mas ele tenta ser mais calmo e racional, confiando no detetive para encontrar Mary. 

  É muito legal conhecer a história do retraído Norman e de sua misteriosa mãe enquanto acompanhamos a busca pela garota e pelos quarenta mil dólares desaparecidos. Especialmente quando já sabemos o que aconteceu. 

  Ou talvez não saibamos... as paredes da grande e velha casa atrás do Motel Bates guardam alguns segredos. 


A gente baba nessa capa, sim ou claro?


  Como eu amo um bom plot twist! 

  Assisti "Psicose" há anos e não tenho certeza, mas acho que eu não esperava aquele final (não lembro se já tinham me contado). Desde então se tornou um dos meus filmes preferidos.

  
(Paramount Pictures, 1960)


  Eu não sou da opinião de que o livro é sempre melhor. Há casos e casos. Mas Psicose é sim o caso. A história é envolvente e te faz roer as unhas. Eu, que já estou cansada de saber o final, senti o suspense.

  " - Nós não somos tão lúcidos quanto fingimos ser."

  Escolhi esse livro magnífico por conta do Dia das Bruxas e devorei ele num único dia. Há muito tempo não pegava um livro e terminava numa "sentada". Acabei revendo o filme no dia seguinte mesmo e não é que, exceto pela genialidade inquestionável no que diz respeito à cinematografia, o livro é mesmo melhor? Só uma pena ser tão curto.

   Já quero ler tudo do Robert Bloch (1917-1994), porque descobri que ele escreveu mais de 30 romances. "Psicose" é o mais famoso, claro, por conta da adaptação (e agora revisitado na série Bates Motel) e foi inspirado na história real do serial killer americano Ed Gein; a mesma história que inspirou "O Massacre da Serra Elétrica".

  Bom, fica aí a dica pra quem curte um bom suspense. Eu não sei porque demorei tanto pra ler esse livro. Não cometam esse erro!

 Feliz Dia das Bruxas e lembrem-se: as aparências enganam.
  

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7 comentários:

  1. Oi!! Já ouvi falar do livro e sem dúvida é um enredo envolvente e instigante, pena que não sou fã do gênero rsrs bjos <3

    Click Literário

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  2. Oi Eduarda, tudo bem?

    Eu estava pensando, nossa que capa linda, depois vi que era Darkside, tinha que ser mesmo hehehehe Eu imagino que seja um livro de roer as unhas, excelente pra quem gosta de suspense!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. A DarkSide capricha demais, né?
      Eu amo também!

      kkkk de roer as unhas mesmo... mesmo pra mim que já conhecia! rsrs
      Bjss

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  3. Oi, Eduarda!
    Lembro que comecei a assistir o remake de Psicose mas acabei dormindo hahahhahhaha
    Não li esse livro e nem vi o filme, mas assisti Bates Motel e amei!
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. O original é tudo de bom e também curto BM. Mas o livro foi uma grata surpresa pra mim! ♥
      Esse remake eu ainda não vi. Tá na minha lista...

      Bjs

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  4. Eu já vi o filme mas de uma vez, e já li resenhas deste livro que me animaram tanto quanto a sua, mas ainda não comprei o livro. Falha minha pois sei que vou gostar.
    abraços
    Gisela
    www.lerparadivertir.com.br

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    1. Tenho certeza que sim, viu? E aproveita pq (infelizmente né) é um livro curtinho!
      Bjss

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