In Eduarda Graciano livros resenha.

Edenbrooke (Julianne Donaldson).


"Marianne Daventry fará qualquer coisa para escapar do tédio de Bath e das atenções amorosas de um pretendente indesejado. Então, quando chega um convite de sua irmã gêmea, Cecily, para se juntar a ela em uma enorme casa de campo, ela agarra a chance na hora. Pensando que vai poder relaxar e desfrutar de seu amado interior inglês enquanto sua irmã tenta fisgar o belo herdeiro de Edenbrooke, Marianne descobre que até mesmo os melhores planos dão errado. De um aterrorizante encontro com um salteador a um aparentemente inofensivo flerte, a jovem se encontra envolvida em uma aventura inesperada e cheia de romance e intrigas, suficientes para manter sua mente agitada. Ela será capaz de controlar seu coração traidor, ou um estranho misterioso irá arrebatá-lo? O destino estava pensando em algo diferente de um verão relaxante quando mandou Marianne para Edenbrooke".



  A jovem Marianne tem 17 anos e com o pai na França e a irmã em Londres, ela se sente um tanto sozinha morando com sua séria avó e sua tia. Ao receber a notícia de que fora convidada para passar um tempo em Edenbrooke na companhia da irmã, Cecily, e dos amigos dela, Marianne consegue convencer com muito custo à avó, que só a deixa partir com a condição de que ela aprenda a se comportar como uma dama para um dia herdar os bens da velha senhora. Mas ela não imaginava o que a aguardava quando, a caminho de Edenbrooke, sua carruagem é atacada por um bandido que rouba seu valioso medalhão - a única recordação de sua mãe - acarretando um acontecimento atrás do outro: desde um cocheiro gravemente ferido a um belo estranho que insiste em ajudar sem pedir nada em troca.

  Lendo a sinopse eu não pensei que de fato se tratasse de uma história romântica. Mas é exatamente isso que Edenbrooke é! Romance do começo ao fim. Há muito tempo não lia um romance de época que me deixasse assim tão instigada. A história é narrada em primeira pessoa, o que difere um tanto dos livros do gênero que mais fazem sucesso atualmente. E não é só isso. Além de acompanharmos tudo pelos olhos da protagonista, Edenbrooke não é hot. Eu leio muitos romances de época no estilo, mas devo confessar que não sou muito fã. Prefiro algo assim mais leve, puro e (por favor) menos descrições detalhadas de beijos.

  Marianne perdeu a mãe há um ano e vive com a avó em Bath desde que o pai a deixou sob os cuidados da senhora e foi para a França. Ela também tem uma irmã gêmea, Cecily. As duas não só não são idênticas na aparência como também são totalmente opostas em personalidade: Cecily ama ficar na cidade e levar uma vida agitada, adora ser o centro das atenções e sempre consegue tudo o que quer. Marianne ama muito a irmã e as duas são muito próximas, mas desde criança se acostumou a viver à sombra da deslumbrante Cecily.

  Em Edenbrooke, onde deverá finalmente matar a saudade da irmã gêmea, Marianne passa os dias com Philip, o jovem e charmoso filho de Lady Caroline, a dona da propriedade que um dia foi a melhor amiga de sua mãe. Cecily não chega até vários dias depois de Marianne, já que compromissos seguram ela e sua amiga Louisa, também filha de Lady Caroline, em Londres.

  Philip coincidentemente foi o rapaz que ajudou Marianne e sua criada, Betsy, quando elas chegaram à hospedaria com James, seu cocheiro, ferido após um ataque à carruagem em que viajavam. Apesar do estranhamento quando se conhecem, uma amizade vai surgindo entre os dois e Marianne se sente um tanto nervosa com a proximidade dele, precisando se lembrar várias vezes da fama de galanteador que Phillip tem. É por conta do clima que parece surgir entre os dois, combinado com uma série de informações desencontradas que surgem os conflitos de consciência e a confusão de sentimentos da protagonista.

  Confesso que apesar de algumas vezes achar as situações um pouco dramáticas e uma vez ou outra até coincidentes demais, eu amei. Esse livro é tão leve e amorzinho que é impossível não se envolver com esses personagens, com essa história de amor e com as paisagens de tirar o fôlego descritas com elegância por Julianne Donaldson, autora que eu não conhecia, mas de quem já quero todas as obras. Pra ontem!

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1 comentários:

  1. Olá Eduarda
    Eu amo um belo romance de época e lendo a sinopse me pareceu o tipo de história que eu iria amar, mas a sua nota me deixou com um pé atrás, eu sei que 3 é mais da metade, porém eu não consigo dar chance à um livro que tem como nota 3, e também acho que para ser um ótimo romance de época tem que haver cenas sensuais e você citou que esse livro não tem, então não sei se darei uma chance, mas vou anotar aqui quem sabe dá na teia e eu leio!
    Beijos <3

    estanteclassica.blogspot.com

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