In unboxing

Unboxing: Aquisições de Janeiro/2018.


Comprar é uma sensação muito boa ainda mais quando adquirimos aquilo que estávamos querendo há tempos. Particularmente quando eu compro livros compro a rodo e talvez esse pode ter sido o motivo pelo qual eu adoro fazer unboxing para os meus leitores e dar algumas dicas de leitura tal como também recebe-las.

Neste mês fiz algumas aquisições atrasadas de livros que eu estava namorando há séculos e alguns nem tanto, mas como qualquer bookholic compulsivo que inclui no carrinho de comprar e em sequência efetua o pagamento, eu fiz desta forma.

Portanto meus queridos, sinta o poder das imagens a seguir. São livros queridos e que em breve falarei sobre aqui no blog e promoverei sorteios também nunca se sabe!








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In Eduarda Graciano livros resenha

O Conto da Aia, Margaret Atwood.


  "Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano." The Handmaid's Tale  368 Páginas – Editora Rocco – Margaret Atwood – Ano 2006 (Originalmente em 1985).


                                                  O Conto da  Aia



  Offred, aos 33 anos, leva uma vida um tanto solitária e monótona. Isso se deve ao fato de que ela é uma aia na República de Gilead, local que um dia já foi os Estados Unidos da América.

  Em Gilead, controlada por uma facção católica num regime onde nenhuma mulher é dona de si, as aias são responsáveis por gerar filhos para casais poderosos onde a mulher não consegue engravidar.

 A protagonista nos relata, sem melindres, a vida daquelas de sua classe nessa nova realidade, aquelas que não passam de "úteros com pernas".

   "Conto, em vez de escrever, porque não tenho nada com que escrever e, de todo modo, escrever é proibido. Mas se for uma história, mesmo em minha cabeça, devo estar contando-a a alguém. Você não conta uma história apenas para si mesma. Sempre existe alguma outra pessoa. Mesmo quando não há ninguém. Uma história é como uma carta."





  Nem o nome da narradora nós sabemos. É claro que ela não se chama Offred, que tipo de nome seria esse? Sendo uma aia, Offred recebe apenas o prefixo Of + o nome de seu Comandante para ser identificada. 

  Os Comandantes são os homens poderosos do regime. Mulheres poderosas não existem, apesar de algumas invejarem o posto das Esposas, que são casadas com eles. Offred acredita que todas são infelizes à sua maneira, e nos apresenta mais intimamente Serena Joy, a esposa de seu Comandante.

 “ (...) Invejo a Esposa do Comandante por seu tricô. É bom ter pequenas metas que podem ser facilmente alcançadas. O que ela inveja em mim? Ela não fala comigo, a menos que não possa evitar. Sou uma vergonha para ela; e uma necessidade."

 Exceto pelo finalzinho, o livro é totalmente narrado por Offred, que faz observações de todo tipo sobre as pessoas e a realidade que a cercam: detalhistas, passageiras, irônicas, filosóficas...


 Ela divide-se entre relatos do presente e lembranças de um passado que parece há muito distante. Às vezes de um passado não tão distante, como a manhã daquele mesmo dia ou a hora do almoço. Por vezes passado e presente estão tão intercalados que chegamos a nos confundir.

  "Vivíamos, como de costume, por ignorar. Ignorar não é a mesma coisa que ignorância, você tem de se esforçar para fazê-lo. Nada muda instantaneamente: numa banheira que se aquece gradualmente você seria fervida até a morte antes de se dar conta."

  Os "nomes" (nem todo mundo tem nome aqui, né?) que mais vemos durante a história, além do Comandante e sua Esposa, são os de Cora e Rita, as Marthas (ou empregadas) da casa onde ela vive, que Offred até hoje não sabe se gostam dela ou se a suportam; Nick, o motorista do Comandante que possivelmente é um Olho (os espiões do governo) e com quem Offred se envolve; Moira, melhor amiga da protagonista da época da faculdade, que frequentou com ela o Centro Vermelho (uma espécide de centro de treinamento para se tornar aia) e de quem ela anseia por notícias; Ofwarren, Janine em outros tempos, descrita pela narradora como uma "víbora manhosa" hahaha; Ofglen, companheira de compras de Offred, o mais próximo de uma amiga que ela tem no momento; e Tia Lydia, responsável no Centro por sua "formação" de aia. As Tias são como monitoras e inspetoras das moças, andam até mesmo com aguilhões elétricos pra tocar gado, para manter a ordem no recinto e não deixar suas "vaquinhas" se dispersarem.

 Além disso, sempre em lembranças, temos a mãe de Offred, aparentemente uma feminista radical em outros tempos, o marido de Offred, Luke, e a filha deles - a grande motivação de Offred para passar por esse inferno, na esperança de vê-la de novo um dia. Como Offred era a segunda esposa de Luke, o casamento dos dois foi anulado e a filha enviada para um centro de adoção.








  É quase como um diário.

  A narrativa de Offred é permeada por um humor ácido e negro. Acho que nunca um livro se encaixou tão bem no termo "rir de nervoso". Fiz isso incontáveis vezes durante a leitura. 

 " Sento à pequena mesa, comendo creme de milho com um garfo. Tenho um garfo e uma colher, mas nunca uma faca. Quando há carne eles cortam para mim antes de trazer, como se me faltasse capacidade manual ou dentes. Tenho ambos, contudo. É por isso que não me permitem ter uma faca."

 Como já havia visto duas vezes a primeira temporada da série da Hulu, baseada nesse livro, fui com expectativas altas (preenchidas com sucesso) e preparada para o que ia encontrar. De fato, a série é bastante fiel mas todo o impacto que eu senti assistindo (acreditem, a adaptação é ainda mais forte) eu senti novamente lendo. Só queria sentar no cantinho e chorar.

  Recomendo sem pestanejar tanto o livro quanto a série, mas se eu fosse vocês esperaria até abril, quando estreia a segunda temporada (dia 25) pra não sofrer tanto por uma continuação dessa história tão impactante.

  Abençoado seja o fruto!

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In filmes/séries

1922



Título: 1922
Direção: Zak Hilditch
Nacionalidade: Canadá
Idioma original: Inglês
Lançamento: 20 de outubro de 2017
Gênero: Suspense, Drama
Duração: 1h41min.


Wilfred James (Thomas Jane), até então um pacato fazendeiro, bola um plano macabro para solucionar o seu problema financeiro. Ele decide assassinar Arlette (Molly Parker), sua mulher. Mas, para conseguir fazer tudo direito, Wilfred precisa convencer Henry (Dylan Schmid), eu filho, a ajudá-lo.



Stephen King é sem sombra de dúvidas um ótimo escritor e tiramos prova disso com esta produção baseada em sua obra publicado em 2010 nos EUA. O filme retrata a história de Wilfred, Alette e Henry, uma família que enfrentam um problema financeiro, uma situação comum em diversas famílias, mas James decide bolar um outro plano para solucionar este impasse, acha que assassinando sua esposa os problemas se resolveriam, pois poderia administrar da forma que achasse preferível para a melhoria de suas finanças.

A priori imaginei que o cast não me ganharia, pois não me lembrava de ter visto os atores em algum outro filme ou até mesmo o enredo, por conter uma sinopse enxugada o bastante para te fazer pensar três vezes antes de assistir ao longa, contudo indo de colisão com esta dúvida sobre do que realmente se tratava um filme batizado de 1922, e ao que realmente significaria este ano? A exclamação falou mais alto que o meu senso de ver mais um episódio da minha serie favorita.



Terei de admitir que o elenco de fato impressiona com sua atuação, parece até que foram especialmente selecionados pelo destino para estes papéis, que lhe caíram muito bem por sinal. A rejeição do vilão interpretado por Thomas Jane é certeira considerando sua atuação impecável rica em expressão que à parte me deixou ter um certo desprezo pelo personagem que causa calafrios tendo em conta sua frieza.

A retratação da época quanto aos cenários e enredo foram muito bem estruturadas e implementadas na produção e finalização do filme demonstrando a qualidade tanto da obra escrita quanto do filme. O terror psicológico é a melhor parte de ter de apreciar as cenas de cada take.




1922 é um filme totalmente concreto em questão de detalhes da época em que é retratado e completamente passível de apreciação devido a sua riqueza dramática.

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In dicas Eduarda Graciano

5 protagonistas de comédias românticas que são inspiradoras


  Nem só de casais vivem as comédias românticas e hoje eu vou listar 5 protagonistas femininas de filmes do gênero que reinam absolutas e não fazem de relacionamentos seu objetivo de vida. Muita gente não sabe, mas isso nem é tão incomum no gênero.


Sabrina Spellman, de Sabrina Vai à Roma

Melissa Joan Hart como Sabrina em Sabrina Goes to Rome (ABC/Viacom Productions, 1998)

Quem trocaria seus poderes fantásticos de bruxa por um carinha qualquer (lindo de morrer, tá) numa viagem? 
Apesar de seus sentimentos, isso não é dúvida em momento algum pra essa bruxinha decidida e corajosa. Sabrina sabe a que veio e o que quer da vida.
Eu amo essa personagem porque ela é descolada e ao mesmo tempo tem um coração de ouro. Exemplo!

 Do que se trata: Na continuação do filme teen Sabrina - A Bruxa Adolescente (por sua vez derivado da série Sabrina, Aprendiz de Feiticeira), com sua nova amiga Gwen (Tara Strong) e seu velho companheiro Salem (voz de Nick Bakay), Sabrina sabe aproveitar bem seu tempo em solo italiano: ela se diverte conhecendo museus e restaurantes, fazendo compras, além de viver um romance com o lindo Paul (Eddie Mills) e, é claro, usar seus poderes para ajudar os outros. Dessa vez, a grande missão de Sabrina é resgatar sua tia Sophie (Melissa Joan Hart), que há muito tempo atrás foi vítima de uma maldição após contar sobre seus poderes a um mortal. Xiii...


Mia Thermopolis, de O Diário da Princesa 2 - Casamento Real

Anne Hathaway como Mia Thermopolis em Princess Diaries 2: Royal Engagement (Walt Disney Pictures, 2004)

Já é difícil estar na posição de futura rainha aos 21 anos, mas ser obrigada a se casar antes da coroação é o fim. Mia só tem interesse em casamento se for por amor. Por que raios uma mulher precisa estar casada para ser rainha e um homem não? 
  A princesa nos faz rir e suspirar em suas tentativas de encontrar um marido (contra sua vontade) e manter as mãos de Lord Nicholas longe de sua coroa (e de outros lugares, sem tanto sucesso). Ela desafia as convenções sociais e o parlamento genoviano por querer governar sozinha e desafia até mesmo sua própria felicidade ao decidir que seu povo deve estar acima dela.

 Do que se trata: Cinco anos após os acontecimentos do primeiro filme (o teen O Diário da Princesa), em que Mia decide tornar-se a princesa de Genóvia, ela se muda para o palácio real de sua avó, Clarisse (Julie Andrews). É então informada de que não permanecerá como princesa por muito tempo, já que em breve terá que ser coroada rainha. No entanto, a legislação genoviana estabelece que as futuras rainhas devem se casar antes de serem empossadas no cargo e o Visconde Mabrey (John Rhys-Davies) garante que seu sobrinho, Lorde Nicholas Deveraux (Chris Pine) tem mais direito ao posto de rei do que Mia, já que é homem e cresceu em Genóvia. O parlamento então, dá a Mia 30 dias para se casar, ou Nicholas será coroado rei em seu lugar.


 Pippa McGee, de Cake - A Receita do Amor

Heather Graham é Philippa McGee em Cake (Téléfilm Canada, 2005)

 Eu amo a Pippa por ela ser uma mocinha não convencional. Ela defende aquilo em que acredita, mas a necessidade de aprovação do pai faz com que a moça coloque a felicidade dele acima de suas convicções. Claro que isso não a impede de fazer no início algumas "mudancinhas" que considera necessárias como editora na revista que assume. 
 Essa comédia romântica não tem nenhum tipo de revolução em si: é clichê, xuxu e extremamente subestimada, se querem saber. A Pippa está na lista porque ela tem personalidade e se mantém fiel àquilo que acredita. Mesmo apaixonada - Ian é um cavalheiro e gosta de verdade dela, o que a assusta - ela não "vira a casaca", como a maioria das mocinhas parecidas do gênero (que pregam uma coisa e fazem outra no final) mas ao mesmo tempo dá uma chance a seus sentimentos. Uma mocinha humana!

  Do que se trata: Pippa McGee odeia relacionamentos e é uma aventureira típica, em todas as áreas de sua vida. Ela ama a liberdade e adora o que faz: escrever sobre viagens. Além disso, não entende porque qualquer mulher de sua época cogita a hipótese de se casar o que, a seu ver, só limita a vida de alguém.
  Ao voltar de uma de suas viagens para ser - ironicamente - dama de honra de uma amiga, seu pai (Bruce Gray) viciado em trabalho tem um infarto. Pippa decide que apoiará o pai o máximo possível, já que ele é dono de uma editora responsável por várias revistas e que passa por dificuldades financeiras. É assim que ela acaba como editora-chefe da única revista que não tem nada a ver consigo: Wedding Bells.
  Lá, Pippa vai virar a vida dos colegas de cabeça pra baixo com suas ideias anti-casamento e, principalmente, testar a paciência de Ian Gray (David Sutcliffe), o executivo de grande confiança do pai. 


Summer, de (500) Dias Com Ela

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Zooey Deschanel como Summer em (500) Days of Summer (Fox Searchlight Pictures, 2009)

Essa por acaso precisa de apresentações? A Summer é um marco no que diz respeito ao protagonismo feminino nos filmes água com açúcar e gerou muita controvérsia quando esse filme foi lançado, tudo porque ela simplesmente não é obrigada!!!

 Do que se trata: Quando Tom (Joseph Gordon-Levitt), azarado escritor de cartões comemorativos e românticos sem esperanças, fica sem rumo depois de levar um fora da namorada Summer, ele volta a vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar entender o que deu errado.
Suas reflexões acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida.


Alice, de Como Ser Solteira

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Dakota Johnson é Alice em How to be Single (New Line Cinema/MGM, 2016)

  A Alice caiu nas minhas graças porque ela começa a história com determinado pensamento e atitude e amadurece muito durante o filme, precisando quebrar a cara algumas vezes para finalmente entender quem é o amor da vida dela. Acho-a muito inspiradora mesmo. Nesse caso, sejamos sim, todas Alice. 

 Do que se trata: Alice (Dakota Johnson) acabou de sair de um relacionamento de muitos anos e não sabe muito bem como agir sem outra metade. No escritório onde começa a trabalhar ela conhece Robin (Rebel Wilson), especialista na vida noturna de Nova York, que passa a ensiná-la como ser solteira.


   Mesmo sendo apaixonada pelo gênero (famoso por ser clichê, meloso, quase sempre terminando em bodas) e, inclusive, por várias protagonistas que nada tem a ver comigo, são essas as mocinhas que me inspiram. Esses filmes servem pra tirar um pouquinho a gente daquela zona "conto de fadas", entendem? Final de comédia romântica sem casamento é algo que eu particularmente amo e, com o perdão do spoiler, nenhum dos filmes acima termina no altar. 

  Apesar disso, dá pra suspirar muito e, pra não deixar ninguém muito triste, duas dessas protagonistas ficam sim com os mocinhos.

  E vocês... com quais mocinhas de rom-com se identificam?


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In dicas

5 Grandes motivos para você assistir Stranger Things.


Stranger Things é uma serie original da NETFLIX  estreado em 2016. Misteriosamente um garoto de 12 anos desaparece o que deixa sua mãe, irmão e amigos do clubinho em desespero a sua procura e enquanto investigam este lastimável acontecimento surgem coisas sobrenaturais, sobre tudo por parte de uma garotinha encontrada por um dos garotos do clube.

Leia a resenha da seria para saber maiores detalhes sobre a produção e também um aval crítico, clicando aqui!

5 - Amigos não mentem: este é um dos motivos que mais me cativou ao ver a serie, que mostra exatamente o valor de uma amizade independente das diferenças de todos, afinal surgiu uma "diferentona" no grupo.

4 - A retratação dos anos 80 é demais, isso em relação a todos os aspectos porque nós vemos o quanto a produção se empenhou para captar o máximo de detalhes possível para que o telespectador se sinta de fato assistindo uma serie que se passe nos anos 80 com a maior minuciosidade nos detalhes.

3 - A produção da Netflix liderou na premiação dos Emmy's 2017 com Stranger Things com a distribuição dos prêmios técnicos. Ganharam prêmios como Melhor Elenco, Melhor produtor de serie televisiva de drama, entre outros.

2 - O elenco infantil é o melhor! Com certeza vocês já devem ter visto ou ouvido falar da Millie Bobby Brow, a Eleven da serie, então, assim como ela todos os outros atores e atrizes mirins tem talento de sobra que realmente nos impressionam. A interpretação de cada um dos personagens tal como a vivência dos mesmos no set parece algo tão natural para eles, é realmente incrível. Em entrevistas descontraídas nossas crianças dançam e encantam.



1 - Toda a campanha publicitária e de merchandising da NETFLIX com o objetivo de promover a serie e trazer um engajamento considerável é feito sempre com muito sucesso e muita criatividade.







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In Eduarda Graciano livros resenha

Helena, Machado de Assis.



  "Filha bastarda do Conselheiro Vale, a jovem e bela Helena é reconhecida por ele em testamento e passa a viver na mansão da família. Só então conhece Estácio, apresentado a ela como seu irmão. Mas entre eles despertou o amor. E agora?" Helena  159 Páginas  FTD Editora – Machado de Assis – Ano 1997 (Originalmente em 1876).



                                                     Helena

   


  A morte do Conselheiro Vale vira de cabeça para baixo a vida de seus familiares quando, na abertura do testamento, descobre-se que ele tem um filha bastarda.

  A jovem Helena deverá morar com a família: uma tia - Dona Úrsula, e o irmão Estácio. Existe uma resistência no começo, principalmente por parte da tia, que vê até mesmo como um pecado a acolhida da menina.

  Mas Helena entra na vida deles e vai conquistando seu espaço no afeto de todos ao seu redor. E contra todas as convenções sociais e morais, o que mais a tem em boa conta é Estácio, que começa a nutrir sentimentos pela irmã que vão além dos fraternais. E para piorar a situção, ele é correspondido.


  Eu não conhecia esse lado do Machado de Assis. 

  Helena foi escrito ainda em sua fase romântica e é bastante folhetinesco. Enredo digno de novela das 21h!

 Quando Helena chega na casa da família é logo bem recebida por Estácio, que está feliz por ter uma irmã. Sua tia Úrsula se recusa a aceitar a filha do irmão concebida em pecado e resiste durante um tempo aos encantos da moça. É claro que logo ela dá o braço a torcer, e a prestativa e doce Helena se torna a menina de seus olhos.

   " - [...] Não se deliberam sentimentos; ama-se ou aborrece-se, conforme o coração quer. O que lhe digo e que a trata com benevolência; e caso sinta em si algum afeto, não o sufoque; deixe-se ir com ele. [...] "

 Outro que logo se derrete pela moça é o Padre Melquior, grande amigo da família que será quem nota o que está acontecendo entre o casal de filhos do Conselheiro. 

  Além do óbvio impasse que existe para uma relação entre Estácio e Helena, o rapaz está praticamente noivo há tempos da fútil Eugênia, filha do Dr. Camargo, um médico que também é amigo da família há anos e que quer mais do que ninguém que esse casamento aconteça. Além disso, tenta de várias maneiras convencer o futuro genro a assumir um cargo político que Estácio não quer.

  Estácio tem um grande amigo, Mendonça, que volta da Europa e se encanta com a irmã do amigo, chegando a pedí-la em casamento. É a crise de ciúmes que o assola que abre os olhos do padre para quais são os sentimentos dele por Helena.

  " - Digo-te que tens uma raiz de má erva no coração; esta é a cruel verdade. Há no homem uma ligação de sentimentos, às vezes inexplicável. Produtos de climas opostos aí se alternam ou se confudem... Mas queres saber o resto?
 - O resto?
 - Ouve, continuou o padre, sentando-se. A planta ruim bracejou um ramo para o coração virgem e casto de Helena, e o mesmo sentimento os ligou em seus fios invisíveis. [...]"

  Maaaaas, nem tudo é o que parece e as visitas misteriosas e frequentes de Helena à um casebre guardam segredos que podem ser o bem ou o mal dessa história de amor. (Olha, ficou parecendo chamada de novela mesmo, hein? haha)





 Eu devorei esse livro, simplesmente. Adoro um melodrama e apesar de ser muito novelesco, Helena me prendeu do início ao fim!
  
  Eu tinha esse livro há tanto tempo e nunca havia lido. Que surpresa conhecer essa fase romântica do Machado. Não querendo menosprezar o romantismo, mas a fase realista dele é inigualável! Como eu reli Dom Casmurro há pouco tempo, estava com a escrita fresca na memória e, nossa, quanta diferença! Ao ler Helena achei que nem parecia Machado de Assis. 

  Mas isso é ruim? Claro que não. Helena é uma história apaixonante e triste que tem um belo de um plot twist (do qual juro que não sabia e acabei pegando spoiler no prefácio) e uma melancolia que permeia quase toda a narrativa.

  Mesmo o livro tendo mais de cem anos e todo mundo provavelmente já tendo lido eu não vou contar o que acontece, pra deixar quem não conhece (os que aparentemente vivem em outra galáxia, como eu) curioso.  


  " [...] Ele conhecia que a voz da natureza, mais sincera e forte que as combinações sociais, os chamava um para o outro, e que a mulher destinada a amá-lo e a ser amada era justamente a única que as leis sociais lhe vedavam possuir."

  Machado é Machado, né, minha gente? Poesia pura! Recomendo sempre. Apesar de não ser uma leitura tãããão profunda, a Helena é tão intrigante e fascinante quanto a Capitu e eu acho impossível você não se emocionar um pouquinho que seja com a história dela.

 E vocês aí, chorando com Proibido...




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In filmes/séries

Sobrenatural: A Última Chave.


Título: Sobrenatural: A Última Chave

Direção: Adam Robitel
Nacionalidade: EUA
Idioma original: Inglês
Lançamento: 18 de janeiro de 2018
Gênero: Terror
Duração: 1h44min.


Elise Rainier (Lin Shaye) é chamada para resolver o caso de uma assombração no Novo México. O que seria apenas mais um caso ganha ares especiais quando Elise descobre que a atividade sobrenatural está acontecendo justamente na casa em que ela passou a infância. Enquanto tenta resolver o caso do morador de sua antiga casa, ela será obrigada a confrontar vários fantasmas e demônios de sua infância, alguns literais. Ao lado de Specs (Leigh Whannell) e Tucker (Angus Sampson), Elise se depara com seu caso mais pessoal.


Elise precisa resolver um caso de assombração no Novo México, pois é quase que um dever da mesma considerando o detalhe de que a casa é a mesma que passou sua dura infância. O fato de ser algo de seu passado mexe muito com a caça fantasmas devido aos acontecimentos da casa. Ela precisa de fato resolver este caso que não remete a nada ao novo dono da casa.


Voltamos à década de 1950 e nos deparamos com a nossa paranormal quando criança. Observamos no decorrer dos takes alguns detalhes dos acontecimentos anteriores que acarretam conseqüências no presente.


Como sempre Sobrenatural tem um conteúdo rico em entretenimento, suspense e terror cumprindo o que promete desde o primeiro filme da franquia onde mostra o final de toda a história. Mostrar o fim da história no primeiro filme para esta produção em especial foi um diferencial para o rumo da história porque os spoilers são exatamente do “início” de tudo e não do final. Que loucura não? Existem filmes que também já adotaram este estilo, porém acredito que este se ajustou corretamente a Sobrenatural.


A consistência das cenas são as mesmas de sempre, contudo com uma pegada mais aterrorizante e que apesar de assustar o telespectador também o entretêm devido ao rumo que a história vai tomando.


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