In livros resenha

Coisas Inatingíveis, Danilo Leonardi.


“Em “Coisas inatingíveis”, quatro histórias se entrelaçam numa trama de tirar o fôlego e que fará você repensar sua vida. Cristina, Raí, Bianca e Bernardo. Jovens com diferentes visões, diferentes caminhos, mas com um único anseio: aproveitar cada dia como se fosse o último. Danilo Leonardi, com seu estilo próprio, vai direto ao ponto, sem rodeios, em temas difíceis de lidar”. Páginas: 224 – Novo Planeta – Danilo Leonardo  – Ano 2017 – Ficção.


Primeiramente gostaria de citar um fator que foi determinante para me ganhar nesta leitura que foi a facilidade que temos para conhecer os personagens,  não sei vocês, mas pessoalmente tive a leve impressão que já eram meus velhos amigos pelo ótimo fluxo da história, que é levada por uma narrativa em primeira pessoa intercalada na visão de Cristina, Raí, Bianca e Bernardo, trazendo um maior contraste a história e claro, mais emoções.

Ao me deparar com uma história que envolve um compilado de temas polêmicos e super bem tratados eu sabia que talvez não poderia ter uma boa experiência como também poderia ter, ou seja, para mim ainda era relativo. A expectativa que criei na entrevista que fiz com o Danilo aqui no blog – clique aqui para ler a entrevista - ajudou muito para eu tivesse uma curiosidade a mais pela história.

Vemos Cris e suas primeiras vezes de experiências pouco prováveis para uma mulher que ainda é a “princesa” do papai. Raí um cara descolado e pouco misterioso. Bernardo seu melhor amigo, confidente e um fofo. E por fim Bianca, a dona de toda a bagaceira, ou seja, rica. Criei um elo fortíssimo com os personagens e fiquei feliz por ter a oportunidade de conhecer a história na visão de cada um deles, assim sentir suas aflições e literalmente ler seus pensamentos.

Em pouquíssimas páginas, Danilo conseguiu ganhar o que chamamos de mérito, de uma bela construção de enredo em pouquíssimas páginas provando ser um autor consideravelmente completo por possuir uma habilidade de criação de um universo totalmente diferente de suas obras anteriores.
Devo confessar que a expectativa que criei sobre a obra foi baseado na entrevista que fizemos que me instigou a adquirir um exemplar e conferir o que o autor tinha preparado para mim e não me arrependi de tê-lo comprado na pré-venda.


Talvez Coisas Inatingíveis tenha sido um dos melhores livros que li neste ano, simplesmente pela objetividade do livro o que me atraiu desde o início. O trabalho do autor foi consideravelmente notável trazendo uma diferenciação do seu fluxo de escrita antigo para uma escrita mais despojada. Com toda certeza temos uma obra digna de apreciação que por sua vez quebra estereótipos mesmo tratando de temas que são tabus na nossa sociedade, durante a narrativa.

Leia mais!

Share Tweet Pin It +1

8 Comments

In filmes/séries

Annabelle 2: A Criação do Mal.


Título: Annabelle 2: A Criação do Mal
Direção: David F. Sandberg
Nacionalidade: EUA
Idioma original: Inglês
Lançamento: 17 de agosto de 2017
Gênero: Terror/Mistério
Duração: 1h 50min.
Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amedrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão”.
Duvidei que o filme fosse de fato me agradar por simplesmente não me lembrar de ter assistido ao primeiro, mas resolvi externar para vocês que, sim, é terror de verdade e sim, é bom mesmo.

O habilidoso artesão de bonecas é nada mais nada menos que o criador da boneca Annabelle, que a fez e a deu para sua filha, contudo após a sua morte o casal prende a boneca em um armário no quarto da garota, que logo é advertido as crianças que não entrem, mas a regra é burlada após coisas acontecerem na casa e a Janice (Talitha Bateman) presenciar tudo.
A qualidade do filme é surpreendente porque logo de primeira você nota o cuidado com a direção fotográfica e a profundidade do quanto isso mexe com o mundo espiritual, pois um padre benzeu o estúdio antes das gravações para afastar os maus espíritos.

É difícil definir o que senti ao assistir ao filme, porque eu não senti medo, apesar dos pequenos sustos e risadas em alguns momentos. - não que o filme seja engraçado, longe disso, mas por perceber os típicos clichês de filmes de terror que me irritam profundamente. Por exemplo a falta de autoridade sobre um demônio de um servo de Deus.


Me surpreendi pelo entrelaçamento que os filmes tem porque uma certa freira tem algo a ver com o filme e eu não tiro isso da cabeça. Se você já viu ou pretende ver, você entenderá/entende o que estou falando.




Por fim posso destacar que o filme traz aos amantes do gênero um prazer ao assistir um filme tão bem estruturado apesar dos clichês e no mesmo tempo com personagens e trilha otimamente definidos. Me agradou bastante e eu com toda certeza não poderia deixar de dizer que SUPER RECOMENDO!

Leia mais!

Share Tweet Pin It +1

10 Comments

In Eduarda Graciano livros resenha

A Redoma de Vidro, Sylvia Plath.


 "Dos subúrbios de Boston para uma prestigiosa universidade para moças. Do campus para um estágio em Nova York. O mundo parecia estar se abrindo para Esther Greenwood, entre o trabalho na redação de uma revista feminina e uma intensa vida social. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clinica psiquiátrica." A Redoma de Vidro – 280 Páginas – Biblioteca Azul – Sylvia Plath – Ano 2014 (Originalmente em 1963).

                             



  Narrado em primeira pessoa, A Redoma de Vidro nos apresenta Esther Greenwood, uma jovem estudante que tem um futuro aparentemente promissor. Sua vida acadêmica é digna de celebração. E, no entanto, em meio à hipocrisia da sociedade glamourosa em que passa a viver, ela se sente sozinha e deprimida.



 Esther é uma garota inteligente, que ganhou uma bolsa de estudos e agora faz estágio numa importante revista de Nova York. Ela está cercada de gente badalada e frequenta lugares chiques, mas aos poucos sua mente e seus sentimentos se afastam da realidade e a moça parece ser consumida por angústia e desespero. Determinada a acabar com o grande vazio, Esther tenta suicídio. Ela falha em sua tentativa, e então é internada numa clínica psiquiátrica.

 Sylvia Plath constrói de maneira brilhante uma narrativa (não exatamente linear) que demonstra como acontece a "imersão" de uma pessoa na realidade da depressão. Uso a palavra imersão porque Esther é arrastada para o centro dessa redoma aos poucos, e nós a acompanhamos.  

 A personagem é extremamente melancólica e já carrega esse traço desde antes de afundar de vez em sua doença. A escrita da autora é tão poética e sublime que chegamos a enxergar alguma beleza na situação. Faz sentido? 

 Além de todos os sentimentos sorumbáticos, nos tomamos de revolta, com a família dela principalmente, que acredita que a própria Esther é a responsável por sua situação, e que pode sair dela quando tiver vontade. E que tristeza saber que esse tipo de concepção da depressão e de outras doenças psíquicas é tão comum ainda hoje!


 "Eu me sentia como um cavalo de corrida num mundo sem pistas de corrida, ou um campeão de futebol na faculdade que de repente tem de encarar Wall Street e um terno-e-gravata, seus dias de glória se resumem a uma tacinha dourada em cima da lareira com uma data gravada como numa lápide."


  O fato de ser mulher, ainda que já com os considerados privilégios da época, pesa muito para a protagonista. São nos pequenos detalhes, no "machismo nosso de cada dia", que se solidifica ainda mais o aperto no peito de Esther. A protagonista do livro questiona o lugar da mulher na sociedade da época e tem consciência de que algumas liberdades que tomam com ela só se dão por ela ser mulher. Aí está mais uma tristeza: a gente, em pleno século XXI, ainda se identifica com muitas situações vividas por ela.



  Preciso alertá-los aqui do fato de que apesar de a leitura ser fluida e, de certa forma, leve, está repleta de angústia. Eu sempre ouvi dizer que não era um livro pra ser lido em qualquer momento e segui esses conselhos (até porque já sou uma pessoa muito melancólica, então imaginei o que aconteceria comigo). Esperei pra ler num momento de total clareza e felicidade na minha vida. E olhem que, ainda assim, fiquei muito deprimida após a leitura. 
  É ainda mais deprimente quando se sabe que A Redoma de Vidro é uma espécie de autobiografia, e algumas das situações são reais, tanto que foi lançado primeiramente sob um pseudônimo: Victoria Lucas. 
  Imagino que vocês saibam como terminou a história da autora, não? Pra afundar um pouquinho mais somos obrigados a saber que Sylvia Plath se suicidou pouco tempo após a publicação desse romance. Sua morte, aos 30 anos de idade, é uma das mais famosas (e pra mim, tristes) no hall da literatura: ela deitou a cabeça no forno (sobre uma toalha) com o gás ligado, após tomar vários remédios, e só foi encontrada na manhã seguinte. E, vejam só vocês, passados 46 anos, seu filho também se suicidou (enforcando-se em sua casa).
 Estando consciente desses fatos, a leitura torna-se ainda mais pesada, pois além da história há aquela aura de tragédia que a cerca.

  Apesar dos pesares acho esse livro fundamental. É um romance de formação único e traz MUITA reflexão. Recomendo fortemente, mas não posso dizer que recomendo sempre. Meu conselho énão leia esse livro a menos que esteja totalmente de bem com a vida


 Este livro foi escolhido por conta da chamada Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio criada pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). O Victor escreveu um artigo no blog sobre essa causa, que você pode acessar clicando aqui

Leia mais!

Share Tweet Pin It +1

8 Comments

In livros resenha

Leon, Felipe Sales Mariotto


“Quando seu mundo se expande tão rápido que você precisa se reinventar e correr para acompanhá-lo. Quando, de repente, parece que toda a sorte resolveu te acompanhar de uma só vez. Quando os sentimentos mais ocultos afloram em explosão, no momento em que não se julga preparado. Tudo isso e mais um pouco aconteceu com o pacato Leon. Leão, para os íntimos, é filho de lavradores do interior paulista e conseguiu, por esforço próprio, uma aprovação no concorrido vestibular de Medicina da UFRJ. Trocou o campo pela viciante confusão do Rio de Janeiro e seus personagens. Logo no início da faculdade conheceu Arthur, um rico amigo que o abraçou como membro da família. Em pouco tempo, Leon foi convidado a frequentar e morar de frente para o mar, numa das coberturas mais caras da Barra da Tijuca. Tudo parecia tão fácil e perfeito, que o lado imperfeito ficou com inveja. Arthur, sua mãe e irmã – de apenas 14 anos - iniciaram um jogo de sedução particular com o belo e cativante Leon que, inseguro, se enrolava cada vez mais nas teias dessa gente dominadora. Confuso entre sentimentos verdadeiros e descartáveis, além da própria sexualidade, ele se apaixonou pelo amigo, mas vive o dilema dramático de se afastar dessa família que tanto o transformou e, por conseguinte, do próprio Arthur, com medo que este descubra seus sórdidos segredos.
Nada é tão simples assim na escola da vida. Leon teve de amadurecer à força e tomar decisões que transformariam de vez sua história. O peso de cada escolha era o novo e diferente caminho a seguir. O que fazer?
Este livro trata dos sentimentos e dúvidas verdadeiros de pessoas comuns em busca da felicidade. Trajetórias de altos e baixos que afloram o autoconhecimento, trancafiando ou libertando de vez o leão enjaulado em cada um de nós”. Páginas: 236 – Chiado Editora – Felipe Sales Mariotto – Ano 2015 – Ficção






 Como um bom leitor, gosto de histórias sem quais quer enrolação para chegar ao clímax e pessoalmente acredito que isso seja um ponto crucial para um livro me ganhar.

 Vemos a simplicidade de Leon -  Leão ou Lion -  ao iniciar a história, deixando seus pais em sua terra natal para cursar Medicina na UFRJ, e vemos o quão ingênuo ele é, e pelo que nos é descrito nas páginas e sugerido na capa, ele tem uma aparência muito atraente que chama a atenção de quase todo mundo inclusive de Arthur um jovem rico e que também cursa medicina, mas não é só o jovem que se atrai pelo garoto, mas também sua mãe e irmã de apenas 14 anos que por sua vez traz um tensão a mais para a história.



 Leon descobre sobre si, alguns detalhes não explorados anteriormente, mesmo que fosse iminente, mas a sua sexualidade ainda sim era um fator a ser determinado.

 A narrativa em terceira pessoa torna uma experiência de leitura confortável e rápida, tornando fácil conhecer os personagens de forma completa e objetiva, e claro que foi um dos principais elementos que me cativou, - como mencionei no início da resenha - além também da originalidade do enredo.


 Idealizar as cenas picantes se torna mais fácil quando as temos bem escritas quando se tem uma mente fértil e claro com a escrita do autor que é bem detalhada. Apesar de bem desenvolvido, tive certa dificuldade de como encarar o final do livro por ter sido demasiadamente reduzida demais, senti a ausência de mais detalhes e isso me frustrou um pouco. Contudo independente de minha experiência literária recomendo o livro porque a obra trás uma lição e tanto.

 Existe uma semelhança da capa com o personagem principal do filme Lion e apesar de eu nunca ter visto o filme me senti um tanto curioso. A capa é bem convidativa, mas particularmente não gostei da representatividade da pessoa na capa queria imaginar e idealizar o personagem principal. Ainda sobre as questões físicas do livro, tais como a diagramação é ótima com letras bem espaçadas e com tamanhos proporcionais.


 A história apresenta um mix de sentimentos ao leitor, mas tudo depende de suas concepções que podem ser totalmente empáticas nos momentos de aperto no coração ou em momentos de cumplicidade.

Leia mais!

Share Tweet Pin It +1

2 Comments

In filmes/séries resenha

Presságio

Título: Pressagio
Direção: Alex Proyas
Nacionalidade: EUA
Idioma original: Inglês
Lançamento: 20 de março de 2009
Gênero: Mistério/Ficção Científica
Duração: 2h10min.


 “Cinquenta anos depois de ter sido enterrado em uma cápsula do tempo, o documento enigmático de uma estudante cai nas mãos de Caleb Koestler (Chandler Canterbury), o filho do professor John Koestler (Nicolas Cage). Este descobre que a mensagem codificada enumera com exatidão cada desastre ocorrido nas últimas cinco décadas e ainda prevê uma calamidade futura global. O educador busca a ajuda da filha e da neta do autor profético para tentar alertar sobre a possível tragédia”.

Leia mais!

Share Tweet Pin It +1

9 Comments

In Eduarda Graciano livros resenha

O Senhor das Moscas, William Golding.


Um grupo de crianças e adolescentes, após um acidente, vai parar em uma ilha deserta. Os jovens, aos poucos, vão se reunindo num grande grupo. Em assembléia, designam um líder. Longe dos códigos que regulam a sociedade dos adultos, esses jovens terão de inventar uma nova civilização alicerçada exclusivamente nos recursos naturais da ilha e em suas próprias fantasias”. O Senhor das Moscas – 220 Páginas – Biblioteca Folha – William Golding – Ano 2003 (Originalmente em 1954).

                               


  Um grupo de garotos está perdido numa ilha, aparentemente, deserta. Os mais velhos não têm catorze anos. Eles precisam se unir para sobreviver sem um adulto, precisam crer e fazer com que os pequenos creiam que logo eles serão resgatados. Eles precisam se organizar para as tarefas e firmar as regras. Mas que regras? Bom, há uma concha...



 Dentre esses meninos que vão parar na ilha após um acidente de avião - pois são só meninos (por isso essa bagunça, claro, né gente?) - tenho que destacar os três personagens centrais: Ralph, o primeiro com quem temos contato: ele se torna o líder do "bando" e sua grande preocupação é manter uma fogueira acesa para que eles sejam resgatados; Porquinho, o garoto gordinho-asmático-de óculos (alguém vai sofrer bullying), que é bastante racional e acredita que somente com planejamento e organização é que eles conseguirão sobreviver; e Jack Merridew, um merdinha que parece gostar da ideia da independência em uma ilha deserta.

 A história se constrói no dia-a-dia dos garotos na ilha, ansiando pela salvação, tentando cuidar uns dos outros e, inevitavelmente, brincando, sendo crianças com uma liberdade sem igual.

  O tempo todo sentimos um tipo de tensão crescente entre Ralph e Jack. Este não concorda com os métodos do primeiro e acha que o melhor líder para o grupo seria ele mesmo. Afinal, Jack é ousado, não fica matutando como Ralph e muito menos dá ouvidos ao "inútil" Porquinho.

  O calor, a fome e a pressão para fazer o que se é mandado acaba deixando esses meninos fora de controle. É claro que o instinto ia falar mais alto.

 Fiquei me perguntando como eu me identificaria com uma história protagonizadas por crianças e adolescentes... E só meninos ainda por cima!



 Mais sem rumo do que os garotos, era como eu estava no final de O Senhor das Moscas!


  Encaramos a natureza humana em seu aspecto mais primitivo de forma brutal. E através de crianças, o que fez meu coração doer mais. (Juro que torci várias vezes pro Peter Pan aparecer.)


  Essa leitura nos faz refletir sobre nossos limites, sobre os conceitos de moral, bondade e maldade. O que é certo? O que é errado? 

  O medo é o grande Senhor desses garotos em vários momentos e chegamos a senti-lo também. Sem brincadeiras: cheguei a sentir coceira, calor, falta de ar - tudo junto - lendo esse livro. Por isso mesmo eu recomendo fortemente! Preparem o fôlego. E a frustração.

  Só não me perguntem quantos garotos eram. Quem é que contou?

Leia mais!

Share Tweet Pin It +1

6 Comments

In livros resenha

Por Lugares Incríveis, Jennifer Niven.


“Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los”. 336 Páginas – Editora Seguinte – Jennifer Niven – Ano 2015 - YA, Ficção Juvenil

Esta resenha foi escolhida para este mês, em prol da grande causa do mês do Setembro Amarelo que é basicamente o mês da conscientização sobre a prevenção do suicídio e com o objetivo de alertar a sociedade sobre a realidade e gravidade dos acontecimentos. Você pode ler mais informações no site da causa clicando aqui! - Escrevi um artigo alegando que o suicídio merece atenção, promovendo apoio a causa, vem ler: clique aqui!

 Antes de comprar e finalmente ler este livro eu li muitas e muitas críticas - acredite demorou séculos pra eu comprar, mas finalmente a hora chegou - positivas e aparentemente tão estupefatas com a história que não dava para resenhar direito. Bom, agora eu entendo todos os que me indicaram o livro, e resenhar aquilo que se gostou muito e que te causou um certo turbilhão emocional é difícil, mais do que você imagina, mas vou tentar.
“Não são as palavras de alguém que acabou de ter sua vida de volta. Você deveria estar no topo da p… do mundo agora. Eu estou aqui. Você está aqui. Não só isso: você está comigo. Consigo pensar em pelo menos uma garota que gostaria de estar no seu lugar”. Página 55
 Finch, um garoto nada normal, e apesar dos rótulos que lhe eram dados ele era um cara legal, interessante e até mesmo bonito demais para o que falavam dele por ai. Violet uma garota com uma vida perfeita, mas que teve uma mudança radical em seu comportamento após a morte de sua irmã, Eleanor, se encontram no alto da torre do relógio, por acaso ambos estavam pensando em suicídio. Por mais pesados que fossem seus motivos, ambos não o fazem apenas imaginam.

 Violet virou heroína, pois o boato que corre é que ela salvou Finch. Os dois começam juntos um trabalho de Geografia, por insistência do garoto, que proporciona aos dois uma grande lição de superação de limite que lhes foram imputados através dos traumas passados.
“Sim, senhor. Ao andar pelos corredores, não há como prever o que Finch Fodão vai fazer. Dominar o colégio, a cidade, o mundo…” Página 76
 Quando me deparo com uma história como está fico extasiado, triste, feliz, é uma mistura de sentimentos que são meio que inexpressivos. Tive uma experiência de leitura confortável, apesar de achar que o logo de primeira o livro não me ganhou, pois parecia um tanto vago alguém tentar suicídio no início do livro, contudo alguns capítulos depois eu já estava envolvido demais com a história e todos os personagens.
 Geralmente eu crio uma empatia fora do normal pelos personagens e desta vez não foi diferente, pois eu tive uma visão do Finch único e especial que eu acho que nenhum dos personagens a não sei a Ultraviolet Markante teve - era assim que ele a chamava no livro.

 Os capítulos são alternados por Violet e Finch, que por sua vez apresentam a concepção dos dois sobre os acontecimentos e isso é muito bom, pois fez com que eu me apaixonasse mais rápido por eles. Gostei muito do Finch e queria que as coisas fossem diferentes para ele, até mesmo melhores.
“...Penso em compor uma canção, mas em vez disso ligo o computador e mando uma mensagem pra Violet. Você é todas as cores em uma, em pleno brilho”. Página 148
 Me apeguei muito a história e fui com muita expectativa e me frustrei com o final, tenho uma sugestão de final para este livro que na minha opinião seria melhor do que este, mas não consegui deixar de amá-lo.


 Este foi o primeiro livro que li da Jennifer e não me arrependo, talvez porque ele nos traz uma reflexão profunda pelo tema suicídio e também uma experiência da escritora. Um dos detalhes que me fez amar ainda mais, foi o conforto das fontes e a capa que é maravilhosa, eu com certeza releria quantas vezes fosse possível, irei comprar em inglês para relê-lo, talvez a experiência seja diferente.

Dica: Se você quer adquirir o seu exemplar de "Por Lugares Incríveis" com um ótimo desconto, basta acessar o site CUPOM VÁLIDO, e lá você irá obter cupons de descontos em lojas como: Amazon, Submarino, Americanas e várias outras, acesse e garanta seus descontos! 

Leia mais!

Share Tweet Pin It +1

12 Comments