In filmes/séries

A Seita (The Veil).




Título: A Seita (The Veil)
Direção: Phil Joanou
Nacionalidade: EUA
Idioma original: Inglês
Gênero: Terror, Suspense
Lançamento: novembro de 2016
Duração: 1h33min.


“Na década de 1980, vários membros da seita religiosa Véu do Céu cometeram suicídio coletivo. A única sobrevivente foi uma garota de cinco anos. Vinte cinco anos depois, uma equipe, liderada por Maggie (Jessica Alba) deseja fazer um documentário sobre o tema e procura a sobrevivente. Eles voltam ao lugar onde tudo aconteceu e descobrem que há coisas estranhas no local”.

Uma garotinha de cinco anos é a única sobrevivente de uma ação religiosa chamada Véu do Céu, onde ocorriam suicídios coletivos, e após vinte e cinco anos, apesar de não ter superado nenhum dos acontecimentos, mas já adulta, a então mulher é convidada para participar de um documentário sobre o Véu do Céu. A volta a este lugar é assustadora e promete surpresas incomuns.


Atraído pela proposta indecente de um filme sobre suicídio coletivo, cedi ao desafio de conferir o que as cenas de A Seita me proporcionariam além de uma premissa chamativa.

Cenas externadas da melhor forma pelo diretor, mas não com todo o máximo possível para garantir a qualidade ao público. Enredo construído e adaptado de forma inteligente, porém não totalmente aproveitado. O longa transparece ter um bom conteúdo, contudo é limitado aos gostos e conclusões de cada pessoa.


A produção soube brincar com o telespectador colocando pequenos enigmas a serem desvendados que geraram questionamentos, despertando, por consequência, a curiosidade de quem assiste a adivinhar como será o desfecho de tudo.

Não sei se foi só eu que achei, - me digam se eu estiver viajando – mas os personagens são estranhos, particularmente não gostei de nenhum apesar de apreciar a produção. Pode ser que essa característica tenha sido implantada propositalmente, porém eu duvido muito disso porque não temos nenhum indício que comprove esta intenção.


Apesar de todas os aspectos positivos e negativos A Seita nos leva a um mundo pitoresco com a promessa de nos assustar e surpreender com um conteúdo rico em suspense e terror.

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In Evair Amorim filmes/séries

Vingadores: Guerra Infinita, Avengers infinity war


Titulo: Os vingadores - Guerra Infinita
Direção: Anthony e Joe Russo
Duração: 149 minutos
Nacionalidade: EUA
Genero: Ficção
Classificação: 12 ANOS


E então galera, vocês já assistiram o filme mais esperado dos últimos anos? É claro que eu estou falando do filme  'Vingadores: Guerra Infinita'. O filme comemorativo de dez anos da Marvel nos cinemas reuniu todos os super heróis mais queridos por todos, como por exemplo, o Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Viúva Negra, Homem Aranha, Guardiões da Galáxia, Pantera Negra e outros.

Nesse filme épico, o mundo está em guerra graças ao melhor vilão de todos os tempos, o alienígena cruel, Thanos. Guerra Infinita retrata a jornada louca e definitiva de Thanos em busca das jóias do Infinito. Além de tentar descobrir onde se encontra a jóia da Alma, ele divide seus fiéis soldados nomeados como Ordem Negra em busca das restantes jóias, sendo que duas estão na Terra. Sem entrar em maiores detalhes, é interessante como o filme consegue dividir sua narrativa por diversos pontos da galáxia, algo que ainda não havia acontecido muito nos filmes anteriores da Marvel.


Os grupos de super heróis que se formam ao decorrer do filme foram incríveis e os nossos corações ficaram na boca em cada luta, cada diálogo e em cada morte inesperada. Foi maravilhosa a sintonia que rolou entre o Homem Aranha, Homem de Ferro e o Dr. Estranho. O Thor também se deu muito bem com os Guardiões da Galáxia e o Capitão América e Cia, formaram um excelente exército ao lado de Pantera Negra e seu povo
.
Mas é impossível não perceber que quem mais se destacou no filme foi o vilão Thanos e as heroínas Feiticeira Escarlate e Gamora. As duas mulheres foram essenciais para o desenvolvimento do filme e suas atuações com o vilão todo poderoso foram de deixar o queixo caído. O romance entre a Feiticeira e o Visão também agradou muito todos os fãs.

O Hulk particularmente decepcionou um pouco e a Ordem Negra nas telonas nem se compararam com os quadrinhos. Mas essas falhas foram insignificantes ao conjunto da obra, afinal esse filme foi repleto de ação, comédia na medida certa, tristezas de cortar o coração e surpresas que nos deixaram sem chão. Claramente, todos que assistiram o filme se arrepiaram com o final do longa, que nos deixou com uma baita vontade de ver a continuação dessa jornada sensacional.

A cena pós-créditos nos mostrou que os heróis não foram os únicos a sofrerem com as atitudes de Thanos, a humanidade também pagaria muito caro pelos planos do vilão, porém uma mensagem de socorro direcionada a poderosa Miss Marvel encheu nossos olhos de alegria.


Resumindo, Os vingadores: Guerra Infinita foi maravilhoso e se você ainda não assistiu, vale muito a pena você conferir no cinema mais próximo.  Veja o filme e compartilhe conosco a sua opinião. 

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In Eduarda Graciano livros resenha

The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society, Mary Ann Shaffer e Annie Barrows.


“Janeiro de 1946 – Londres está saindo das sombras da Segunda Guerra Mundial e a escritora Juliet Ashton está à procura de um tema para seu próximo livro. Quem poderia imaginar que ela o encontraria na carta de um homem que nunca a conheceu e que a encontrou através de um livro de Charles Lamb que pertenceu a ela? Os dois começam a trocar cartas e logo Juliet se vê imersa no mundo desse homem e de seus amigos – e que mundo maravilhosamente excêntrico. A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata de Guernsey - que nasceu como um álibi no calor do momento, quando seus membros foram descobertos desrespeitando o toque de recolher dos alemães que ocupavam sua ilha – ostenta um encantador, divertido e profundamente humano grupo de pessoas, de criadores de porcos à frenologistas, todos amantes da literatura. Juliet começa uma notável correspondência com os membros da sociedade, aprendendo sobre a ilha, seus gostos literários e o impacto da recente ocupação alemã em suas vidas. Fascinada por suas histórias, ela embarca para Guernsey e o que ela encontra mudará sua vida para sempre”.  | Mary Ann Shaffer e Annie Barrows – Editora Allen & Unwin – 275 Páginas – Ano 2008 – Romance.



Juliet Ashton é uma londrina de 32 anos que escreve artigos para o jornal The Times. No ano de 1946, após o fim da guerra, com uma coletânea de artigos publicada e buscando um tema para seu próximo livro, a moça recebe uma carta de Dawsey Adams, um morador da ilha britânica de Guernsey que tem em mãos um livro de Charles Lamb que já pertenceu a Juliet. O rapaz escreve com a intenção de pedir informações sobre o livro e conversa vai, conversa vem, Juliet descobre que Dawsey faz parte de um clube do livro formado durante a ocupação alemã na ilha. Ela fica cada vez mais fascinada pelo local e seus moradores (outros membros do clube com quem passa a se corresponder), sobretudo com a história da fundadora Elizabeth McKenna, que foi levada para um campo de concentração e deixou sua filha de quatro anos sob os cuidados dos amigos. Assim, com uma fascinante história para seu próximo livro em mãos, Juliet viaja para Guernsey, sem saber que sua vida estaria prestes a mudar.

Já duvido que esse livro não vá figurar nas minhas melhores leituras do ano. Li sobre ele num grupo do facebook que participo e apesar do nome comprido e inusitado, minhas colegas garantiram que era muito bom. Ainda assim, estava enrolando um pouco para ler, porque se trata de um romance epistolar e não, não tenho nada contra, mas não é meu estilo de livro favorito. Em abril o filme adaptado do livro foi lançado no Reino Unido e quando vi o trailer não pude deixar a curiosidade de lado. Que decisão acertada!

Qualquer livro que tenha como pano de fundo uma guerra emociona. “A Sociedade Literária...” não só nos emociona, mas nos enche de esperança ao contar a história dos moradores da ilha de Guernsey e como eles estão no pós-guerra, tentando se recuperar das atrocidades que aconteceram ali. Esse livro vem com esse gostinho a mais de fé, união e amizade. É linda a relação dos membros da sociedade entre si e mais ainda quando se trata do elo que os une: Kit McKenna, uma garotinha de quatro anos que é o xodó de todos ali. Ela foi o resultado do amor proibido entre Elizabeth, a fundadora do clube literário – sabe aquelas personagens inspiradoras? Não é só a Juliet que ela instiga – e Christian Hellman, um soldado alemão. Elizabeth, que segue sem dar notícias, presa em um campo de concentração, não pode deixar de ser citada como uma das protagonistas dessa história. Eu diria até mesmo que ela é a base de tudo.

No prefácio e no posfácio do livro conhecemos um pouco da história da autora, Mary Ann Shaffer, que infelizmente faleceu antes da publicação e teve a ajuda da sobrinha Annie Barrows para finalizá-lo. Não sei quais foram os retoques que Barrows fez, mas não dá nem para perceber que foi escrito por duas pessoas. A narrativa e a vivacidade dos personagens me lembraram bastante a série Anne de Green Gables, inclusive sua estrutura epistolar, presente no quarto volume, Anne of Windy Poplars (que eu resenhei aqui). A história é fluida, leve, emocionante e repleta de personalidades carismáticas. Não vou nem começar a falar do Dawsey, que ganhou o selo Gabriel Oak de mocinho e também o meu coração!

Recomendo que não se deixem levar pelo estranhamento causado pelo título (no Brasil, o livro foi publicado pela Rocco em 2009 e se chama A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata) e leiam mais do que depressa esse sensível e emocionante retrato do pós-guerra contado pelo tipo de pessoas que mais amamos e nos identificamos: os amantes de livros!


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In filmes/séries

O céu é de verdade (The heaven is for real).


“Todd Burpo (Greg Kinnear) é o pastor de uma igreja em Nebraska, que conta com uma congregação bastante fiel. Casado com Sonja (Kelly Reilly), ele enfrenta uma situação complicada quando seu filho, Colton (Connor Corum), precisa ser operado às pressas devido a uma apendicite. Após se recuperar, o garoto diz ao pai que anjos vieram cantar para ele durante a operação. Todd pergunta mais sobre a experiência e fica espantado quando Colton lhe diz que viu situações que ocorreram quando o garoto não estava desperto. Convicto de que o filho visitou o paraíso, Todd passa a questionar sua própria fé naquilo que pregava até então”.


Título: O céu é de verdade (Heaven is for Real)
Direção: Randall Wallace
Nacionalidade: EUA
Idioma original: Inglês
Gênero: Drama
Lançamento: 03 de julho de 2014
Duração: 1h40min.

A família Burpo é feliz, modesta e possui uma fé sem igual, mas após um acidente com um dos filhos de Todd, Colton, a sua fé é posta à prova e tudo passa a ser questionado.
O filme traz uma proposta costumeira que outros filmes do gênero carregam, que é a fé e a prova da mesma ao protagonista, talvez isso seja um tanto monótono em alguns pontos, contudo neste tivemos a quebra de paradigmas, exatamente por pontos cruciais que caracterizaram o seu diferencial.

Imagino que toda a equipe de direção e produção trabalhou duro para desenvolver algo neste padrão, pois ousaram ir além e desmistificar alguns fatos do mundo cristão e apontar para uma criança como um dos protagonistas, onde toda a pureza e inocência transparecem um talento anormal.

Senti muitas coisas ao assistir o filme e dentre elas a mais forte e descritível foi emoção, pois a simplicidade das cenas ganhou o meu coração e me fizeram apreciar ao longa com outros olhos.

A todos que gostam de filmes que transmitam mensagens, independentemente do tipo, assista o filme O céu é de verdade, você irá sentir um mix de sentimentos que serão traduzidos exatamente no que você precisa para aquele momento.


O aproveitamento de um insight transformado em um grande diferencial e traduzido em fé.


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In Meicy Lins resenha

The Handmaid's Tale


Depois que um atentado terrorista ceifa a vida do Presidente dos Estados Unidos e de grande parte dos outros políticos eleitos, uma facção catolica toma o poder com o intuito declarado de restaurar a paz. O grupo transforma o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento, retirando os direitos das minorias e das mulheres em especial. Em meio a isso tudo, Offred é uma "handmaid", ou seja, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população. Na sua terceira atribuição, ela é entregue ao Comandante, um oficial de alto escalão do regime, e a relação sai dos rumos planejados pelo sistema.


Formato: Série
 Gênero: Drama e distopia 
Criador: Bruce Miller 
País de origem: Estados Unidos 
Idioma: Inglês
Exibição: 26 de abril de 2017
Emissora: Hullu
Número de temporadas: 2.


A série tem início na fuga de June, Luke e Hanna, a filha do casal, eles estão tentando atravessar a fronteira para o Canadá, onde esperam encontrar o mundo como era antes. Nos Estados Unidos, uma facção de católicos dizimou o estado e agora transformou o país em uma República de Gilead, onde o poder é centralizado na mão de um pequeno grupo, e os demais perdem todos os seus direitos. A fuga não sai como o planejado, Luke é baleado e as meninas são capturadas, então a série tem um salto de tempo de três anos.

As mulheres são as principais afetadas com esse domínio religioso sobre o país, algumas são capturadas para serem empregadas e ficam conhecidas como "Martas", e outras, mais jovens e férteis, formam o grupo das "aias" cuja única tarefa é procriar. Uma "peste" acabou transformando a maioria das mulheres em inférteis, por isso, as que ainda possuem capacidade de ter filhos, acabam tendo a missão de manter o índice demográfico da população.

June, a protagonista, recebe um novo nome quando é mandada para a casa de um poderoso comandante, agora como "Offred" ela precisa obedecer as ordens da esposa submissa do comandante, e passar pelo "ritual" que acontece uma vez por mês, em seu período fértil, para quem sabe por sorte ou azar, gerar um filho que jamais terá a oportunidade de criar. Além de suportar um estupro por mês e ser privada de todos os seus direitos, as aias também são punidas severamente quando vão contra as ordens impostas, punições essas que nunca são a morte, já que evidentemente elas são o futuro da República.

As aias são treinadas para odiarem umas as outras, isso porque a união do grupo poderia se transformar em uma revolta, quando uma dupla de aias saem juntas, a ordem é que não conversem sobre sua antiga vida, o que elas cumprem a fundo, já que é impossível saber em quem confiar. Uma das cenas mais fortes da série, é quando as mulheres responsáveis por educar as aias, permitem que as garotas batam em um homem acusado de estupro, o que chega a ser irônico, já que os comandantes fazem o mesmo todos os meses e saem impune ao justificarem seus atos com a intenção de ter filhos.

The Handmaid's Tale trás uma crítica voltada ao fanatismo religioso, à distorção da Bíblia e como essa "mal" interpretação pode transformar cristãos em monstros desumanos que aprisionam vidas, em especial mulheres. Na república de Gilead os homossexuais são condenados à morte e considerados "traidores de gênero"; as mulheres são humilhadas e terrivelmente associadas à procriação, e os homens ricos e que seguem os padrões da sociedade, acabam tendo total poder sobre essas mulheres.

June sem dúvida alguma é uma protagonista forte e corajosa, ao longo da série acompanhamos seus pensamentos e vemos como é difícil para ela aceitar tudo aquilo calada para evitar punições, já que se ela for contra o que dizem, perderá totalmente a chance de reencontrar sua filha. Já confirmada para a segunda temporada, The Handmaid's Tale é uma série emocionante, com um elenco magnífico e uma crítica forte que nos leva a reflexão, não há dúvidas que a segunda temporada será tão fascinante quanto à primeira.



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In inspiração Julia Rietjens

Livros para Escritores.



Acredito que todo mundo que sonha em ganhar a vida escrevendo sabe disso, mas não custa nada reforçar: antes de ser um bom escritor, é necessário ser um bom leitor. Afinal, nada melhor do que estudar autores célebres da história para entender o quê da sua narrativa que tanto fez sucesso e poder aperfeiçoar para seu estilo literário, não é mesmo?!

No entanto, eu sei (ou pelo menos espero), que você aspirante à escritor, já lê os livros de seus autores e gêneros favoritos o suficiente para entender bem a técnica de escrita. Portanto, hoje vou indicar outros tipos de livros, que farão de você um autor melhor. São obras de técnica de escrita, escrita criativa e outros assuntos que você precisa ter na sua estante se quer desenvolver ainda mais suas habilidades. Alguns você pode encontrar na internet para comprar, por isso sugiro dar uma pesquisa! De qualquer forma, qualquer investimento é válido se você quer seguir o seu sonho, não é mesmo?

Veja abaixo:

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In Eduarda Graciano resenha.

As Meninas (The Girls), Lygia Fagundes Telles.


As meninas relata os conflitos no relacionamento de três jovens que têm entre si um ponto em comum, a solidão, e como pano de fundo os governos militares. Três universitárias compartilham com algumas freiras um pensionato em São Paulo. Ana Clara gosta de um traficante e vive drogada. Lia briga contra o regime. Lorena, filhinha de papai, ajuda as outras duas com dinheiro. Lia se envolve com Miguel, que é preso e trocado por um diplomata. Sem ligar para a política ou as drogas, Lorena se apaixona por um médico casado e pai de cinco filhos. Um enorme espaço separa o universo das pensionistas e seus dramas das religiosas, que se apavoram com a liberdade das três moças. Cada uma das personagens é um poço de conflitos e monólogos interiores que vêm à tona através das confidências íntimas de cada uma e que se ligam à miséria política e cultural da época. | Lygia Fagundes Telles – Editora Círculo do Livro – 247 Páginas – Ano 1978 – Romance.



Três jovens completamente diferentes entre si vivem em um pensionato de freiras na cidade de São Paulo e apesar do momento político que o país enfrenta, no auge da ditadura militar, elas ainda precisam lidar com seus próprios problemas e dissabores, estejam eles na família, no sexo, nas drogas ou mesmo no amor.

 Não sei se vocês se lembram, mas eu citei As Meninas como uma das minhas melhores leituras de 2017.  É impossível não sentir o impacto dessa obra e isso não se dá apenas pela história profunda que Lygia Fagundes nos entrega, mas principalmente pela forma como tudo é contado: o fluxo de consciência.

Não foi o primeiro livro no estilo que eu li, mas confesso ter sido o mais confuso. Esse é o tipo de livro que necessita de silêncio e concentração extrema para ser absorvido. É muito sutil a quebra entre os pensamentos de uma protagonista para a outra, portanto é muito fácil se confundir.

A história acompanha três mulheres, jovens, solteiras e estudantes. Todas essas características têm algum tipo de importância para a forma como elas encaram e “são encaradas” durante o período político que vive o Brasil: Lia, a Lião, estuda Ciências Sociais e é uma militante comunista; Lorena nasceu em berço de ouro e estuda Direito; Ana Clara, ou Ana Turva (aquela que entrega as partes, no mínimo, mais curiosas da narrativa – que tudo tem a ver com esse apelido), estuda Psicologia e sofre com o abuso de álcool e drogas.

Através da narração em fluxo de pensamento, entramos mesmo no mundo de cada uma delas e é assim que conhecemos os outros personagens, partes importantes da vida e reflexões das três. Eles são família, amigos, namorados (acreditem, esses dão trabalho), as irmãs do pensionato...


Havia lido somente uma antologia de contos da autora e adorei. Esse romance não fica atrás. Lygia construiu uma história magnífica sobre força e amizade e não hesitou em entregar um final de cair o queixo, que pra descobrir, vocês terão que ler.


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In resenha.

O sorriso da hiena, Gustavo Ávila.



Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas. Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem? | Gustavo Ávila – Versus Editora – Página 304 – Ano 2015 – Literatura brasileira, romance policial


As chances de acontecer o mesmo tipo de assassinato com diversas famílias não são nulas, quando após o detetive Arthur ter assumido o caso de um estranho e peculiar assassinato de um casal, onde só a criança sobrevive. William, um renomado psicólogo inicia o tratamento dessa criança e após um curto período de mais 4 crianças. O assassino por sua vez, sempre impecável em suas ações e preciso em seus objetivos. Será que você conseguiria desvendar este mistério?

Ler O sorriso da hiena foi uma experiência e tanto, pois é possível apreciar o quanto o autor, Gustavo Ávila, se preparou e conseguiu chegar ao objetivo exato que era instigar o leitor com este exímio romance policial.

História e enredo totalmente originais e compactuados a realidade, apesar de sabermos que de fato é uma ficção científica. Foi possível identificarmos os detalhes de cada caso e a maravilha dos capítulo apresentados através de um notável talento com as palavras.

“O branco açúcar pode mudar o gosto do café, mas ele ainda vai continuar preto”. Página 126.

Personagens bem construídos e estruturados, mas o meu favorito foi o detetive Arthur por ser um gênio, até mesmo por possuir Asperger.

Me envolvi de forma positiva com a história gerando uma boa concentração com a narrativa, resultando em uma leitura rápida. Fiquei feliz por ter atestado essa qualidade que a premissa promete, mas que a capa por sua vez apenas gerou curiosidade.

A obra é um mix autêntico de sentidos ao leitor, e uma definição para a palavra sensacional.


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In sorteio

Sorteio de Aniversário: Lendo e Apreciando 4 anos.


Olá leitores, tudo bem com vocês? No dia 25 de maio o blog completa seus quatro aninhos de existência e claro que como toda boa comemoração, haverá presentes e quem ganhará serão vocês! Serão 4 kits recheados de livros incríveis, são mais de 20 livros \o/ Mas claro que deixo os meus agradecimentos a todos os leitores que passaram por aqui, principalmente para os que ainda estão. Obrigada!!!

A promoção se inicia hoje, 05/05, e vai até o dia 27/05. Se atentem as regras e as considerações no final do post e participem!

REGRAS

Preencher todas as regras obrigatórias do formulário; após o preenchimento destas, as regras opcionais serão desbloqueadas (mais chances de ganhar!);
• Residir em território nacional;


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CONSIDERAÇÕES:

- O período de participação vai até o dia 27 de Maio. O resultado sairá nessa mesma postagem e será avisado nas redes sociais em até 10 dias;
- Os ganhadores serão contatados via e-mail e terão 48 horas para respondê-lo; 
- Cada blog é responsável pelo envio do livro que cederam para o sorteio, ou seja, os livros chegarão em datas diferentes. 
- Perfis fakes criados apenas para participação de promoção serão automaticamente desclassificados;
- Nós não nos responsabilizaremos por danos ou extravios, nem por dados incorretos fornecidos pelo ganhador. Em caso do retorno do prêmio, cabe o ganhador arcar com o frete para o reenvio.
- Os blogs terão 70 dias corridos para o envio do prêmio.

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Boa sorte leitores!

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